Ariadne :: Onde todos os pensamentos são bem vindos?

“Era a sétima vez que Carlos acordava pensando em Ariadne naquele verão, mesma ela já tendo partido feliz há mais de dois anos.
Comeu seu omelete com torradas e as últimas migalhas daquele sonho que se desfazia a cada mordida.
Quando um verdadeiro amor se vai, a cicatriz dura pra sempre.
Abandonar assim qualquer traço de arrependimento. Tai chi chuan porque aqueles sons do oriente das aulas agora lhe davam calafrios na epiderme da alma.
Aos domingos era violado por uma solidão cruel, quase mórbida.
Carlos passava horas alimentando os pombos, ou seriam os pombos que alimentavam Carlos?
Por vezes tinha a sensação de ser apenas um corpo invisível vagando pela cidade. Achava que só aos animais e os moribundos se davam conta de sua existência.
Foi quando flagrou seu olhar atracando se nas coxas daquela mulher exatamente como Ariadne, já imaginava seu corpo desnudo por baixo do vestido, aquilo fez subir um calor vulcânico. Teve o impulso de fazer amor ali mesmo, de arrancar lhe o vestido e penetrar lhe.
Uma ira incontrolável mas graciosas toma conta da mulher que reage tentando se proteger…”

Bela campanha da Livraria da Vila com o o queridoEd Moraesno papel de Carlos. Livros…ah, os livros..

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